“Segurança sempre foi a principal preocupação dos brasileiros, que há anos estão presos em suas próprias casas, reféns da bandidagem”,

do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) defendendo a necessidade de o Congresso discutir o pacote anticrime.




Ano XVII - 27 de março de 2019
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Novo erro
Quando designa o ministro Paulo Guedes, da Economia, para conversar com dirigentes partidários em busca de votos para reforma da Previdência, Bolsonaro erra novamente. Primeiro, porque Guedes já tinha um calendário estabelecido por sua conta para essas reuniões; segundo, porque se os dirigentes de siglas resolverem cobrar emendas e nomeações do segundo escalão, o ministro não terá o que responder (não é sua área); e terceiro, mais uma vez, o presidente reforça sua distância de parlamentares (não quer muita intimidade). Onyx Lorenzoni fica preterido – e ameaça encostar o corpo.

Boas relações
Bolsonaro usa, nessa peregrinação a votos para a reforma da Previdência, seu “posto Ipiranga” porque ele tem boas relações com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (chegou a ajudá-lo em sua campanha de retorno ao comando da Casa). E Maia conhece bem a linguagem junto a dirigentes de partidos e parlamentares eleitos com essas siglas, que vem se sentindo “barrados no baile” e ameaçam devolver o tratamento nas urnas.

Tragédia anunciada
Para conseguir déficit fiscal primário de R$ 139 bilhões em 2019, o governo teve de cortar R$ 28,8 bilhões já no primeiro bimestre do ano, evidenciando, para muitos economistas, que o Brasil está numa estrada sem retorno. Os mais céticos repetem: “Salve-se quem puder!”.

Despreparo
Deputados reclamam do suposto “despreparo” das assessorias de Onyx Lorenzoni e Santos Cruz. Dizem que são tratados como se não fossem donos dos próprios votos na Câmara. E do líder do Governo, Major Victor Hugo, não suportam a incompetência.

Recomendação
Diplomatas mais lúcidos conseguiram convencer o chanceler Ernesto Araújo que se esforce junto ao presidente Bolsonaro para que não anuncie, em sua próxima viagem de dia 30 a Israel, a transferência da embaixada brasileira para Jerusalém. E ficam todos na torcida: ninguém garante, antecipadamente, o que o chefe do Governo vai fazer.

Peito aberto
A cantora Marília Mendonça, “rainha da sofrência”, está mais do que feliz com seus 20 quilos a menos. E mais feliz ainda com seu novo peito siliconado que, agora, vira e mexe, trata de exibi-lo, orgulhosa, através de generosos decotes.

Fora, Olavo!
Os bolsonaristas estão furiosos com o deputado Alexandre Frota, que acaba de aderir a hashtag #ForaOlavo. O ex-ator, que já teve rounds com ex-astrólogo de Richmond, está mais do que convencido: Olavo é um embuste.

Comemoração
Se o presidente não abrisse a boca, já seria de grande utilidade – e até os ministros militares estão convencidos disso. Os militares preparavam comemorações intramuros dos 55 anos da ditadura e não precisavam que o Chefe do Governo anunciasse essa alternativa. Os próprios militares acham que fica parecendo um tipo de provocação.

Números
Pra quem gosta de guardar números: em fevereiro de 2019, o BC carregava um estoque de dívida externa (pública e privada) de US$ 677 bilhões. No mesmo mês, o saldo de caixa em moedas estrangeiras em poder do mesmo BC era de US$ 378,4 bilhões. Ou seja: em fevereiro, o Banco Central tinha um saldo devedor em moedas estrangeiras correspondente a US$ 298,6 bilhões.

Bem cotado
Cândido Bracher Botelho, presidente do Itaú completa 62 anos em 2020, idade máxima para exercício da presidência e o jovem CEO do Itaú para América Latina, Ricardo Villela Marino anda cotado para substituí-lo (ele é filho de Milu Villela). Para quem não sabe: o maior acionista do banco não é o clã Setúbal, mas o dos Villela.

Mais dinheiro
Está em tramitação no Conselho Superior do Ministério Público Federal proposta que, se aprovada, aumentará o contracheque dos procuradores e subprocuradores da República. Ela prevê a criação de uma gratificação por exercício acumulativo de funções. Desde o ano passado, alguns MPs estaduais reivindicam a mesma medida e argumentam que a magistratura goza de prerrogativa similar.

Mais fotos
O Planalto resolveu distribuir fotos do presidente Bolsonaro, com faixa e tudo, não apenas para repartições do Executivo, como acontece historicamente. Mandou fazer quatro mil fotos, ao preço de R$ 3.840 (é tipo poster) e está enviando ao STF, STJ e outros tribunais. Quem quiser, que pendure. Não pendurarão: tradicionalmente, suas paredes são reservadas a fotos de presidentes que já passaram pelas cortes.

Missão religiosa
Bolsonaro não está muito preocupado com a reforma da Previdência: acha que “eleito por Deus”, a Providência cuidará de tudo. Ele está emparedado pelo Congresso: já mandou sete MPs, seis projetos de lei e uma proposta de emenda à Constituição e nenhuma teve andamento. Como deputado, apresentou 176 projetos e só conseguiu aprovar três. Sempre alegava “discriminação ideológica”. Agora, parece estar disposto a repetir a fórmula.

Prisões de balcão
Ainda este ano, o governo de São Paulo deverá ofertar à iniciativa privada dois dos 12 presídios em construção perto de Marília e outra na vizinhança da cidade de Pacaembu. A Umanizzare, que já administra seis presídios no Amazonas, é forte candidata ao negócio. A Umanizzare, para quem tem memória curta, foi palco de uma das maiores rebeliões do sistema carcerário em 2017 e 56 detentos morreram no Complexo Penitenciário Anisio Jobim, administrado pelo grupo.

Quase raspada
Há décadas, Xuxa Meneghel batalha contra queda de cabelos: é portadora de um tipo de doença que se manifesta por perda de cabelos, daí sempre ter usado peruca na TV e em seus shows. Agora, cortando quase com a máquina zero, chega mais perto da tranquilidade. Fio curtos, no geral, não desabam.

Prevenida
Com um antecessor e um sucessor que acaba de deixar a prisão, a ex-presidente Dilma Rousseff atravessa um período de grande preocupação. E há quem aposte que, prevenida, já teria uma malinha arrumada.

Novos tempos
Quem reapareceu no Senado, nesses dias, foi a ex-senadora Heloísa Helena (Rede-AL), para matar as saudades. Derrotada nas urnas, afastou-se até do trabalho na Universidade de Alagoas. E por enquanto, não faz plano algum. Seu partido não tem nenhuma expressão no Estado.

Só cafezinho
Os articuladores de Onyx Lorenzoni “só servem cafezinho e olhe lá”, ou seja, não tem poderes para nada. Parecem padecer dos mesmos problemas dos articuladores dos tempos de Dilma Rousseff: no caso dela, aliás, nem cafezinho era servido. Em São Paulo, durante muitos anos, ficou famoso o “cafezinho” servido nas reuniões de Geraldo Alckmin. Era batido o martelo em muitas questões que, contudo, jamais aconteciam. Esse pessoal, a propósito, lhe virou as costas nas últimas eleições.

Aposta
Eduardo Colombo, diretor comercial das Lojas Colombo, é o mais cotado para substituir o avô, o quase nonagenário Adelino Colombo, na presidência executiva da rede. A sucessão de Adelino, a propósito, não é um caminho fácil. Em janeiro do ano passado, sua filha Gisela assumiu a presidência e menos de seis meses depois deixou inesperadamente o cargo, que voltou para o seu pai.

Só na foto
A CPI de Brumadinho vai despachar grupo de deputados para a região do Alto de São Francisco, para averiguar o impacto da barragem da Vale. Os parlamentares serão escoltados por técnicos da Fundação Mata Atlântica. Não deverá acontecer nada de novo, mas todos aparecerão nas fotos e nas coberturas dos canais de televisão.

Exercício da fé
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que logo no início de sua administração anunciou que faria um pente-fino nos contratos de ONGs e visitas-surpresa nelas agora diz que fiscalizar o uso do dinheiro público pelas instituições é um exercício da fé. “Não tem maneira de você verificar o resultado, ou seja, é um exercício de fé. Você dá o dinheiro para ONG e reza para que ela esteja fazendo um bom serviço, não pode fazer isso. Nós estamos falando de dinheiro público, de um banco público de interesse da sociedade brasileira, o governo que está chancelando isso”.

Com tornozeleira
O Ministério Público Federal não gostou nem um pouco da decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região que mandou soltar o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e o coronel Lima. Mônica de Ré, que faz parte da Força Tarefa da Lava Jato da Procuradoria Regional da 2ª Região, vai pedir a manutenção da prisão preventiva ou a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica pelos três acusados.
 
Caindo fora
A crise na Venezuela está estragando os negócios da Gerdau. O grupo discute a suspensão das atividades na Siderúrgica del Zulia (Sizuca), sua controladora e pode encerra em definitivo sua operação lá. As perdas acumuladas de 2018 teriam chegado a US$ 50 milhões. A usina foi comprada em 2017 por US$ 90 milhões e hoje não vale metade. Por conta dos bloqueios de rodovias na Venezuela a interrupção de recebimento de minério de ferro, além de problemas no escoamento da produção, está inviabilizando o negócio.

Cabeça no lugar
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, nunca recuaria no apoio à reforma da Previdência, que é sua prioridade absoluta, mas depois dos recentes embates, sabe que seu papel, acabou sendo mais valorizado. Bolsonaro até acha que o papel de Rodrigo não é tão fundamental, mas Paulo Guedes tem certeza que, se Maia não estiver junto, a reforma acaba ficando na gaveta.

Jantar
A primeira-dama do país, Michele Bolsonaro, acaba de ganhar grande jantar na casa da Paulo Skaf, presidente da Fiesp, mais Sesc e Senac. Os convidados eram todos pesos-pesados do empresariado dispostos a ajudá-la em suas missões beneficentes. E Skaf quer aproveitar para mostrar a eficiência do Sistema S em São Paulo – e Michele pode ser grande aliada.

Nem pensar
O que poucos sabem e muitos nem imaginam: o presidente Bolsonaro, fã de Olavo de Carvalho em seus tempos de deputado, nunca chegou a ler os livros do ex-astrólogo e muito menos fazer um curso de filosofia online com ele. É um caso de fascínio impulsionado especialmente pelo filho Eduardo.

Olho na China
No ano passado, Bolsonaro visitou Taiwan, cuja autonomia não é reconhecida pela China, onde o então candidato à Presidência tratou de fazer suas habituais provocações. Na época, a embaixada chinesa no Brasil manifestou seu repudio à viagem. Agora, o Ministério das Relações Exteriores está tentando passar um pano nesse episódio a fim de não criar nenhum mal-estar na viagem de Bolsonaro a Pequim, prevista para o segundo semestre.

Impostos
Esta semana, o total pago em impostos por cidadãos brasileiros supera a marca de R$ 600 bilhões. E este ano deverá atingir a marca de R$ 1 trilhão, pela primeira vez, segundo as estimativas, antes do final de maio.

Superado
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro mostra mesmo que é diferente de outros ministros. Em um discurso no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, disse que o episódio com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, são águas passadas. “Nós temos um bom relacionamento. Houve algumas declarações ásperas, mas isso é absolutamente superável. Isso é normal. Como se diz: depois da tempestade, sempre vem a bonança. E há plenas condições de dialogar e construir junto uma agenda sob liderança do presidente Rodrigo Maia”.

OLHO MÁGICO

fotos: Gui Paganini // Divulgação

Festival de Anittas
A cantora Anitta não para. Mostrando que as fofocas que envolveram seu nome, como envolvimento com o jogador Neymar ou suposto namoro com o surfista Gabriel Medina, nas últimas semanas, não a afetaram, começa a divulgação de seu novo CD. Seu último CD Bang foi lançado em 2015. O novo álbum será trilíngue com musicas em português, espanhol e inglês. Pela segunda vez, Giovanni Bianco assina a direção criativa do trabalho. No seu Instagram, com fotos bem criativas de Gui Paganni divulga o nome de algumas música que farão parte de Kisses, entre elas Banana, Onda diferente e Poquito. “Cada uma delas representa um tipo diferente de Anitta que existe dentro de mim”.

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