“Não é uma questão de desejo pessoal. Não é uma questão política, é uma questão econômica. É como tirar o Rock in Rio do Rio e migrar para São Paulo”,

do governador de São Paulo, João Doria, sobre
possível transferência da Fórmula 1 para o Rio.




Ano XVII - 26
de junho de 2019

 

 

Primeiro round
Nesses dias, por conta da construção (ou não) do novo autódromo do Rio, numa área cedida pelo Exército, em Deodoro, onde Bolsonaro garante que acontecerá a corrida de Fórmula 1 de 2020, aconteceu o primeiro embate (ainda com bons modos) entre o presidente e o governador João Doria, pré-candidato ao Planalto em 2022. O Chefe do Governo cutucou e Doria respondeu que não é hora de pensar em campanha “é hora de pensar em gestão” (Bolsonaro nem tem ideia do que é isso). No episódio de estados e municípios ficarem integrados na reforma da Previdência, outra trombada: Doria liderou a favor e o presidente nem se importou que ficasse fora. Resumo da ópera: Bolsonaro não deixará Doria alçar voo.

Estratégia
As eleições presidenciais estão longe, mas Bolsonaro, certo de que Doria se candidatará (até com apoio de metade do PSL), tentará fazê-lo desistir. Há dias, em outro ironizado show de flexões, o presidente rasgou alguns elogios ao governador de São Paulo, primeiro a acompanhá-lo no exercício. A ideia do Chefe do Governo é que eles possam estar juntos na reeleição: um para o Planalto, outro para o Palácio dos Bandeirantes. Só que João Doria tem pressa: quer se mudar logo para Brasília.

Rumo ao Japão
Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro voa para o Japão, onde se encontrará com o dirigente chinês Xi Jinping, numa conversa bilateral. Os mais chegados – e são poucos – ironizam e avisam Bolsonaro que não se atreva a fazer quaisquer piadinhas sobre tamanhos japoneses.

Mudança
A Record News tem baixa audiência, sua grade é preenchida por programas da Igreja Universal e pelo noticioso de Heródoto Barbeiro. Agora, ganhará reformulação radical e está sendo chamada, nos bastidores de “MTV da notícia”. É um projeto de Rogério Gallo, que já trabalhou na MTV, daí o apelido e que deverá estrear no segundo semestre. Terá âncoras jovens, noticiários com linguagem de maior acesso ao público abaixo de 25 anos, assuntos voltados para essa faixa e até agora, ninguém sabe se o noticioso de Heródoto Barbeiro permanece na grade.

Um e outro
Na Marcha com Jesus, que teve a presença do presidente Jair Bolsonaro, que não quer abrir mão de seu eleitorado evangélico, o Chefe do Governo foi chamado de “mito” e mais do que isso, de “Messias” (é seu segundo nome, mas na marcha até ganhava conotação paralela). Já na Parada LGBT, o ex-presidente Lula ganhava também longa faixa (no estilo multicolorido da outra, só que menor) onde se lia “Lula livre” – e Bolsonaro era vaiado.

Aliança
Ronaldo Caiado, governador de Goiás e Wilson Witzel, polêmico governador do Rio de Janeiro, estão conversando muito sobre as eleições presidenciais. Os dois gostariam de postular o Planalto. Caiado já tentou a Presidência em 1989, quando Collor levou.

Menos
De novo, a projeção dos economistas consultados pelo BC para o desempenho do PIB em 2019 caiu pela 17ª vez: ficou em 0,87%. Na semana passada, apontava para um crescimento de 0,93%. Até o final do ano, segundo os mesmos economistas, ficará negativo.

Quanto ganham
Levantamento feito pela UOL revela que o pagamento de aposentadoria e pensões de deputados custaram aos cofres públicos cerca de R$ 1,25 bilhão entre 2010 e 2018. Os congressistas têm aposentadoria média de R$ 14,6 mil e o valor médio das pensões chega a R$ 8,6 mil.

Lá e cá
Bilionários americanos, entre eles George Soros e o cofundador do Facebook, Cris Haghes, divulgaram “Carta aberta aos candidatos a presidente para 2020: é hora de cobrar mais impostos de nós”. Ou seja: querem ser taxados para ajudar a diminuir a desigualdade de renda e financiar investimentos para enfrentar efeitos da mudança climática e problemas da saúde pública. Do lado de cá, bilionários são capazes de sonegar para pagar menos impostos, não ajudam entidades carentes e tampouco estão preocupados com o clima, com raras exceções.

Dinheirama
Ainda os bilionários americanos: os 500 integrantes desse ranking elaborado pela agência Bloomberg têm hoje uma fortuna somada de US$ 5,5 trilhões contra US$ 4,9 trilhões há dois anos.

Sem visitas
Desde que passou a ocupar uma cela em Bangu 8, Eduardo Cunha tem recebido apenas familiares e seus advogados. Nenhum político e menos ainda algum velho aliado do MDB do Rio – entre os que estão soltos – foi visitá-lo. Alguns dizem que “evitam contágio”.

De volta
Na semana passada, uma Medida Provisória transferia para o Ministério da Agricultura o poder e responsabilidade pela demarcação de terras indígenas. Só que o PT e o PDT entraram com uma ação para a suspensão da MP. O ministro do STF, Luís Roberto Barroso concedeu a liminar suspendendo a medida e a demarcação volta temporariamente a Funai.

 Contra a Globo
A Globo enfrenta uma ação pública no Rio de Janeiro pelos novos caminhos que adotou para rebaixar salários de funcionários e exigir que eles passem a receber através de suas empresas, ou seja, a famosa PJ (pessoa física). Nos últimos tempos, muitos não aceitaram rebaixamento de salário e, ao mesmo tempo, mudança para PJ (um deles foi Otaviano Costa e agora, foi a vez de Cininha de Paulo, com 27 anos de casa). Ana Maria Braga, Luciano Huck, Fátima Bernardes e Fausto Silva são PJs. Mais: a Globo sofre processo, sob sigilo, da Justiça do Trabalho.

Sem clima
O historiador Marco Antonio Vila, afastado da Jovem Pan pela direção devido a pressão do Planalto (confirmada por Vila e desmentida pela emissora) deveria voltar ao ar depois de um mês. Vila, contudo, acham que não tem mais clima e resolveu acertar sua saída definitiva da Jovem Pan. Está em seu canal no YouTube.

Spoilers
Olho em A dona do pedaço: Vivi (Paolla Oliveira) chama Maria da Paz (Juliana Paes) de “brega e vulgar”, num jantar em família levada pelo namorado Regis (Reynaldo Gianecchini). Capítulos adiante, Regis pede Maria da Paz em casamento, ela aceita e no dia do casório, suas joias são roubadas.

Não digeriu
Nas novas promoções no Exército, o Alto Comando não promoveu o general Otávio do Rego, porta-voz da Presidência, a 4 estrelas e ele terá de ir para a reserva, conforme a praxe. O Alto Comando não digeriu as demissões dos generais Santos Cruz e Juarez Cunha.

Pensando em si
O ex-presidente Lula, seus advogados e admiradores estão tentando de todas as maneiras que os julgamentos e suas devidas condenações sejam anuladas depois do vazamento de mensagens trocadas pelo ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol pela The Intercept. Apesar de tudo, o ex-Chefe do Governo está pouco preocupado com os outros julgamentos. Em carta a Celso Amorim declara: “Alguns dizem que ao anular meu processo estarão anulando todas as decisões da Lava Jato, o que é uma grande mentira pois na Justiça, cada caso é um caso”.

Vai depender
Um dos principais focos dos integrantes do Governo é a reforma da Previdência: querem que ela seja aprovada quanto antes. Já o projeto anticrime, apresentado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, vai depender do tamanho das manifestações do próximo domingo (30).  Se for grande, ganha reforço para aprova-lo; se for fraca, poderá ser esquecido numa gaveta.

Pensar no Brasil
Ainda sobre a possível transferência da Fórmula 1 para o Rio: o presidente Jair Bolsonaro, acha que o governador João Doria está pensando errado, principalmente se for confirmado sua candidatura ao Planalto em 2022. “Olha, o que a imprensa diz é que ele será candidato a presidente em 2022. Então, ele tem que pensar no Brasil e não no seu estado, tá ok? Com toda certeza, ele não vai se opor”. E completou: “Agora, se ele for candidato à reeleição, daí ele pode querer criar algum óbice no tocante a isso aí ou então oferecer algumas vantagens para que permaneça em São Paulo”.

Campeão
Jair Bolsonaro é o presidente mais contestado, judicialmente, em início de mandato. Foram 34 ações diretas de inconstitucionalidade movidas contra leis, medidas provisórias, decretos e portarias que foram adotadas em quase seis meses de governo.

Vai ficar
O ministro Paulo Guedes, da Economia, não integrará a comitiva que viajará a Osaka, Japão para a reunião do G-20. Motivo: ele está focado na reforma da Previdência.

Fraude arquivada
A investigação sobre a fraude (um voto misterioso a mais) na eleição para presidência do Senado, em fevereiro, foi praticamente suspensa e poderá ser arquivada pelo corregedor-geral Roberto Rocha (PSDB-MA) sem nem mesmo um relatório final. Na época, haviam suspeitas de que o voto a mais depositado na urna que quase melou a eleição de Alcolumbre teria a dedo de Renan Calheiros. Agora, os dois estão em coalização.

Guerra de audiência
O jogo da seleção masculina contra o Peru pela Copa América, sábado (22) teve 28 pontos de audiência; o da seleção feminina contra a França pela Copa do Mundo, no domingo (23), teve 31 pontos de audiência. À grosso modo, os dois campeonatos não empolgam muita gente e dependendo das equipes em campo, as arquibancadas exibem menos públicos.

Quem manda
Balanço das últimas semanas: Bolsonaro demitiu generais, manteve seus filhos nomeando quem quisessem e avisou que será candidato à reeleição em 2022. De quebra, bateu na mesa e disse que “quem manda aqui sou eu”. E começou ações típicas de marketing, usadas em campanha. Ou seja: sua preocupação são votos, não são generais. Até Augusto Heleno, do GSI, anda murcho.

Em campanha
Líder do governo no Senado, eleita com um milhão de votos para a Câmara, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) está em campanha para a prefeitura de São Paulo – e até com apoio de Luciano Bivar, presidente de seu partido. Não está preocupada com Bruno Covas, nem com Celso Russomano e tampouco com Andrea Matarazzo. Joice acha que Fernando Haddad concorrerá de novo, convencido por Lula e que será seu principal rival. Ela quer ter apoio de Bolsonaro e Doria (!).

Quem tem a força
Desde 2011, a Associação dos Magistrados Brasileiros questiona no Supremo uma norma do Conselho Nacional de Justiça que permite ao órgão ignorar decisões judiciais que contrariem suas próprias determinações. Agora, o corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, editou uma nova resolução que reforça esse poder, dando a si mesmo a prerrogativa de recomendar que todos os tribunais exceto o Supremo – sigam as decisões do CNJ, mesmo que haja decisões contrárias.

Quem editou
Essa norma do CNJ foi editada em 2010 por Gilmar Mendes, quando presidia o organismo. É aplicada quando juízes conseguem na Justiça decisões judiciais que contestem processos administrativos que sofrem no CNJ. Como foi editada por Gilmar, a AMB já pediu que o ministro deixe a relatoria da ação, mas ele nunca se declarou impedido, nem liberou o processo para julgamento no plenário do STF.

Fritura
A ascensão de Jorge Antonio Oliveira, ex-chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro, para a Secretaria Geral da Presidência, vai contribuir muito para acelerar a fritura de Onyx Lorenzoni, ainda chefe da Casa Civil e agora destacado para cuidar das PPIs.  Onyx está preparado para ser afastado da Casa Civil. A Pasta deverá ser entregue ao PSL e Onyx não tem ideia para onde vai. Talvez não vá para lugar algum.

No forno
A rede Casa do Pão de Queijo entrou no cardápio de aquisições da International Meal Company. O negócio leva a assinatura do empresário Carlos Wizard, do grupo Sforza, que está em processo de fusão com a IMC, dona das redes Viena e Frango Assado.

Naufragando
O jornalista esportivo Ivan Moré, saiu da Globo após seu afastamento do Globo Esporte, estaria quase acertado para ser uma das grandes atrações da Record, com o salário de R$ 60 mil. Só que as negociações começam naufragar.  Moré quer entrar na emissora como PJ (pessoa jurídica) e não ter descontos no pagamento, a emissora não quer desta forma e acha a exigência uma arrogância do profissional.

OLHO MÁGICO

fotos: Fernando Tomaz // Divulgação

A dona da publicidade
A atriz Juliana Paes, 40 anos, sempre foi uma das queridas da publicidade. E quando está no ar com algum personagem a procura é maior ainda e há quem garanta que ela chega cobrar até R$ 500 mil por publicitária. Agora, está à frente de duas campanhas: uma para marca de lingerie Triumph, que já tem até uma coleção em parceria; a outra é para Lunender, que já está lançando sua coleção de Verão. Sobre a personagem Maria da Paz, ela diz que nunca faz um comparativo com outro personagem e começa sem expectativas. “Eu procuro não me deixar levar por essas expectativas. Claro que existe uma insegurança, o ator é sempre movido por esse nervosismo, a insegurança faz parte do processo criativo. Mas o que me tranquiliza é saber que eu fiz tudo ao máximo”.

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