“Como disse recentissimamente Antonio Carlos Magalhães Neto, em nenhuma eleição nossa opção haverá de ser entre uma prisão e uma facada!”,

de Eros Grau, ex-ministro do STF, pedido
para escaparmos dos extremismos.

Ano XVI - 26 de setembro de 2018

 

 

Não sabe votar
Pelé já dizia que “brasileiro não sabe votar” e quase foi crucificado por isso. Esse final de campanha presidencial, de acordo com o que sinalizam as últimas pesquisas (difícil uma reviravolta à essa altura) aponta para uma batalha política conduzida por fanáticos, quando o que menos importa é o que os candidatos apresentam – e se apresentarem – qualquer tipo de proposta. Para as dores nacionais – desemprego, segurança, saúde, saneamento básico, só para começo de conversa – quem propôs, achou que resolve tudo na galega, esquecendo-se que nada se faz sem Congresso, Judiciário e diversos mecanismos de controle do Estado.

Um e outro
Jair Bolsonaro não esconde que “não entende nada de economia” e em seu lugar, quem fala é Paulo Guedes, que vem enfiando os pés pelas mãos, não é levado a sério e já foi chamado de exótico e mentiroso, além de não ser respeitado pelos seus pares. Do outro lado, Fernando Haddad, que não conseguiu se reeleger prefeito de São Paulo, sobe nas pesquisas empurrado por Lula, integrante de grande esquema de corrupção que desabou sobre o Brasil. Um poderoso cabo eleitoral preso – e sem muitas chances de ser libertado.

Não é bem assim
O ministro Dias Toffoli, nesses dias na Presidência do país, na ausência de Michel Temer (está em Nova York por força de sessão especial da ONU), já sinalizou que a possibilidade de um indulto para Lula caso Fernando Haddad vença, não é tão fácil quanto o PT imagina. Fora a famosa liminar dada por Luís Roberto Barroso. Haddad será pressionado no começo do governo, se chegar lá.

Estilo Pimentel
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, que deverá ser derrotado em sua tentativa de reeleição, pelo ex-governador tucano Antonio Anastasia, mandou servidores venderem ingressos, de R$ 250 cada para uma festa em favor de sua candidatura com a recomendação de que funcionário em cargo de confiança vendesse R$ 5 mil ou 20 ingressos. Aos secretários, recomendou-se que vendessem pelo menos R$ 20 mil cada um.

Filho
As últimas pesquisas eleitorais sinalizam que, na região Nordeste, cerca de 20% do eleitorado de Lula nas camadas menos favorecidas tem certeza de que Fernando Haddad é filho do ex-presidente e quase 40% acha que, em janeiro, se eleito, o candidato tira Lula da cadeia – sem mais, nem menos.

Arrancada
Henrique Meirelles já gastou R$ 45 milhões em sua campanha, um recorde nas doações eleitorais de pessoa física. E vai torrar outros R$ 15 milhões nessas duas últimas semanas de campanha. Ou seja: serão 60% do patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. Os mais informados apostam que o ex-ministro da Fazenda tem uma fortuna declarada apenas nos Estados Unidos, com valores muito superiores.

Sobrevida
O presidenciável Geraldo Alckmin (e o Centrão também) respirou aliviado com o último levantamento da Paraná Pesquisas para corrida presidencial feito em São Paulo.  O ex-governador paulista aparece empatado em segundo lugar com Fernando Haddad. Alckmin tem 14,4% e Haddad 14,7%. Na frente disparado, Jair Bolsonaro com 30,4%. Ciro Gomes aparece em terceiro com 7,9% e Marina Silva tem 5%. Os tucanos mais lúcidos não comemoram, porque para eles o único beneficiado foi Fernando Haddad.

Tristes
Os tucanos e parte dos políticos estão tristes.  Mesmo com o maior tempo de televisão o nome de Geraldo Alckmin não emplacou, mesmo com tantas atrocidades faladas e cometidas por seus adversários na corrida presidencial. E que deixa os tucanos que, de certa forma, perdem pela quinta vez para o PT.

Confiante
O presidenciável Fernando Haddad e o PT (mesmo os que não apostavam na candidatura do ex-prefeito) estão confiante de chegarem ao segundo turno e sem maiores problemas, deixando os outros adversários (Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e Marina Silva) comendo poeira. Com isso Gleisi Hoffmann, presidente nacional da sigla, já procurou alguns partidos do Centrão (aliança de Alckmin) para conversas e mudança de barco ainda no primeiro turno. E  algumas dessas agremiações parecem que realmente gostaram da ideia.

Campanha
A campanha que antes era somente contra Jair Bolsonaro ganha proporções maiores. Agora em vez da hashtag #Elenão, usa #EleSnão. Apelando para que o brasileiro abra o olho nas próximas eleições e pense no próximo.

Fora da política
Há quem garanta que Marina Silva, está bem desanimada e já disse que poderá se afastar da política, confessando que não aguenta mais perder.

Isolado
Geraldo Alckmin, mesmo não demonstrando, começa a desanimar com a possibilidade de não conseguir ir para um segundo turno, como estava nos seus planos. Pessoas mais próximas garantem que ele as vezes se isola. Na campanha continua atacando Jair Bolsonaro, que muitos tucanos acreditam que seja o grande erro, acreditam que agora é hora de atacar Fernando Haddad e mostrar os erros que ele cometeu na prefeitura.

Não consegue
Ainda Alckmin: ele acha que se realmente o cenário político permanecer deste jeito e tendo um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, o PT sairá vencedor. “Mais da metade da população não quer esses extremismos. A racionalidade vai caminhar. De um lado tem a volta do PT, que é muito ruim; de outro, uma parte da população que é bem intencionada, mas acha que para vencer o PT é o Bolsonaro. E não é. Ele não dá conta de derrotar o PT, essa é a realidade, nem dá conta do governo. Eu não vou ser pau mandado de banqueiro, para ter a CPMF, reduzir imposto de renda de rico”.

Caiu fora
Frederico D’Ávila era considerado a principal ponte entre Jair Bolsonaro e o agronegócio. Agora, essa ponte fica um tanto frágil. É que ele afastou-se da diretoria da Sociedade Rural Brasileira, depois de desentendimentos com o presidente da entidade, Marcelo Vieira, que o acusava de estar usando o cargo para sua campanha a deputado federal – e muita gente vinha denunciando e reclamando.

Na hora
Ninguém pode deixar de ler o documento histórico escrito pelos jornalista Chico Otávio e Cristina Tardáguila, da Agência Lupa de checagem de fatos: é o livro Você foi enganado que apura as mentiras contadas pelos presidentes brasileiros desde a época de João Figueiredo. O general que amava cavalos, por sinal, contou poucas.

Nem ouvir
Fernando Haddad não apenas tirou o economista Marcio Pochmann, ultra-estadista, do bloco de economia de sua campanha, como não consegue nem ouvir falar dele. Pochmann teria enfrentado Haddad numa discussão, o que ele não gostou. Para o economista é ruim; ele planejava colar em Haddad em suas andanças futuras faturando sobras para sua campanha à Câmara dos Deputados.

Ainda não
Ana Estela, mulher de Fernando Haddad, já é chamada de “primeira-dama” por assessores do candidato no QG da campanha. Ela desconversa - e torce para o maridão ganhar.

Nomes
A BBC divulgou, na Inglaterra e no País de Gales, que aumentou o número de bebês com nomes inspirados na vitoriosa série Game of thrones. O mais popular é Arya. Depois, vem Khaleesi. No Brasil, esses nomes também estão na lista de tendências do portal Babycenter. Se bem que pronunciados de maneira errada.

Consolação
Bruna Marquezine estava na Europa (já acabou a novela Deus salve o rei) e foi consolar Neymar, que ficou de fora da lista dos melhores do ano da Fifa. Neymar nem chegou perto de Luka Modric e tampouco formou no melhor time, onde o Brasil estava com Daniel Alves e Marcelo (usava uma espécie de smoking claro, com grandes tênis brancos).

Comparação
Mesmo diante da impossibilidade de Geraldo Alckmin dar uma virada e ir para o segundo turno, os aliados de João Doria não se atrevem a dizer que “ele poderia ter tido mais sucesso”, se fosse o candidato ao Planalto. Sabem que o segundo turno em São Paulo para Doria será mais do que perigoso.

De longe
Mais João Doria: nesses dias pela primeira vez, ele participou de uma carreata ao lado de Geraldo Alckmin. O ex-governador Alberto Goldman, que detesta Doria, reclama: na campanha da TV e rádio, o nome de Alckmin nunca aparece e tampouco o número 45 para a Presidência. Nessas peças e em seus discursos, igualmente Doria não cita Alckmin.

Protesto
A Comissão Mulheres Advogadas, da OAB de Pernambuco, está protestando contra a música cantada pelas bolsonaristas que circularam pelos bairros de Recife numa anunciada “Marcha da Família”. Tem um trecho que diz: “Afirma às feministas deve ser dada “ração de tigela” e que as mulheres de esquerda têm mais pelo que cadela”. Gente fina é outra coisa.

Reforço
Alaíde Quércia, viúva de Orestes Quércia, está enviando e-mail e fax pedido votos para Marcelo Barbieri para o Senado, carregando o número 151, que era de Quércia. E informa que o acervo digital de seu marido já conta com mais de 30 mil documentos, entre fotos, vídeos e objetos que fizeram parte de sua vida política. Basta acessar o endereço eletrônico memoriaquercia.com.br

Econômica
Ainda a propósito de Alaíde Quércia: com a morte do marido e mesmo com a divisão dos bens do político, ela ficou super-milionária. E econômica: seu endereço eletrônico é hospedado no hotmail.com – que é de graça.

Onde mora
Ciro Gomes, em campanha pelo país, mora num apartamento de 103 metros quadrados no bairro de Santa Cecília, em São Paulo, com a namorada Giselle e o filho Yuri, de 29 anos, que morava sozinho até então. Patricia Pillar abriu mão da metade desse apartamento que comprara com Ciro em benefício dos filhos dele.

Coiso e usurpador
A ex-presidente Dilma Rousseff que está na frente por uma cadeira no Senado, por Minas Gerais, em plena campanha aproveitou para atacar Jair Bolsonaro e Michel Temer. Ao se referir a Bolsonaro falou: “Acho que é o momento mais delicado da vida política do Brasil. O 'coiso' é a barbárie, 'o coiso' é negar todos os direitos que nós conquistamos nas últimas décadas”. E mais, adiante, falou sobre Temer: “Ontem, numa entrevista, o presidente usurpador disse que vai apresentar a Reforma da Previdência novamente. Como se ele tivesse o menor espaço para fazer isso, a não ser que o coiso seja eleito”.

É o Rio!
O discutido prefeito Marcelo Crivella contratou a Nasa para monitorar áreas de risco no Rio de Janeiro, sobretudo nas encostas das favelas. Só que há falta de manutenção do sistema de alarme das comunidades, à espera de uma nova licitação. Em alguns lugares, pode chover tempestades de granizo que o alarme não vai soar.

Favorita
Se ninguém antecipar a saída, em dois anos surgirão duas vagas com aposentadorias obrigatórias de Celso de Mello e Marco Aurélio Melo no Supremo Tribunal Federal. Celso de Mello e Cármen Lúcia, aliás, pensam em antecipar suas aposentadorias. E Raquel Dodge, procuradora-geral da República, já surge como favorita para o cargo entre os ministros da Alta Corte.

Outros tempos
Ainda o Supremo: em outra época também o ex-procurador da República, Rodrigo Janot, sonhava com uma vaga no STF. E esse sonho foi liquidado pela postura (e paixão pelos holofotes) de Janot. Nenhum ministro conseguia imaginá-lo numa das cadeiras do Supremo.

Voto útil
Por conta dos novos números das pesquisas presidenciais, poderá haver uma antecipação do voto útil. Ou seja: eleitores de Amoêdo, Alckmin e Meirelles pode se bandear para Bolsonaro e o eleitor de Ciro Gomes seguir para Fernando Haddad. E tudo isso antes do final de semana.

Outros negócios
O jogador Neymar Jr., que ficou de fora da lista dos melhores da Fifa, está ampliando seus negócios. Agora acaba de lançar o jogo para celulares Android e iOS chamado Match MVP Neymar Jr. É game grátis onde pode se jogar sozinho ou no modo multiplayer (que é o recomendado). Ele e seu pai aparecem no jogo como treinadores.

Khóe, antissocial
A modelo e apresentadora Khlóe Kardashian que, aos poucos, vai voltando ao trabalho depois de cinco do nascimento de sua filha, parou a internet ao mostrar seu lado empresarial. É que a irmã de Kim apresentou sua coleção de Jeans, mostrando sua boa forma num tomara que caia.  Em seu Twitter, ela confessou ser um pouco antissocial e que durante sua gravidez isso a ajudou muito. “Eu sinto falta de estar grávida por algumas razões, mas eu realmente sinto falta de estar grávida porque eu costumava ter uma desculpa para ser antissocial e ir para a cama cedo e não me sentir mal por isso”.


OLHO MÁGICO


fotos: TV Globo// Divulgação

Fim de ano
Faltando um pouco mais de três meses para o final do ano, a Globo gravou no domingo (23) sua tradicional campanha de fim de ano, onde reúne os artistas de várias áreas, jornalistas e atores, jovens e veteranos se misturaram, ao som da tradicional música Um novo tempo, que já ficou conhecida como tema da Globo. O elenco global foi caracterizado com figurinos antigos que se misturavam com figurinos futuristas, numa espécie de máquina do tempo. Entre tantas misturas: (acima) Paolla Oliveira, Sophia Abrahão, Fátima Bernardes, Carol Duarte e Cláudia Abreu; (abaixo) Mariana Ferrão, Deborah Evelyn, Patrícia Poeta, Ana Furtado, Rosi Campos, Rafa Brites e Cristiane Dias.

Projeto Down
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