“Qual é a vantagem minha e do Alckmin? É que já sabemos sentar na cadeira”,

de Lula, pré-candidato ao Planalto, em jantar
de empresários, dizendo que ele e o ex-governador
estão prestes a completar bodas.

Ano XIX - 2 a 4 de julho de 2022

 

Novo “posto Ipiranga”
Durante uma série de jantares com empresários quando acabam “passando o chapéu” e reforçando verbas para a campanha, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB) tem apresentado um comportamento de avalista do ex-presidente Lula. Nos discursos, Alckmin surge como responsável pela análise macroeconômica e as propostas de “reconstrução do país”. Num dos últimos jantares, Lula lembrou as vitórias de Alckmin em São Paulo e disse que um “está aprendendo com o outro”. Em outro, Alckmin disse aos empresários que Lula sempre foi “um homem de diálogo, conciliador e agregador”, lembrando que o petista atendeu metas de inflação, fazendo superavit e reconduzindo a dívida. À certa altura, um dos presentes rotulou Alckmin como “o posto Ipiranga de Lula”.

Na garupa
Quase no fim da semana passada, Bolsonaro participou de uma motociata em horário de expediente (e sem capacete) em Campo Grande (MS), levando a deputada e ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS) na garupa de sua moto (ela chegou a ser cotada para ser vice na chapa do presidente). Ela concorre ao Senado por Mato Grosso do Sul e lidera as pesquisas. O Chefe do Governo brincou e avisou que “o passeio de moto estava devidamente autorizado pelo marido dela e pela primeira-dama”. E desfilou elogios públicos à ex-ministra da Agricultura.

Cara energia
Malgrado a expressiva dotação natural do país em recursos hídricos, radiação solar, vento, petróleo, gás e biocombustíveis, a tarifa de energia elétrica no Brasil é muito alta. Para se ter melhor ideia, entre janeiro de 2013 e maio de 2022, a tarifa média de energia subiu 200% de R$ 300,20/ MWh para R$ 662,66/ MWh. A inflação no período correspondente foi de 78%, em grande parte devido aos aumentos da própria conta de luz.

De volta
O Brasil está comemorando sua quinta estrela, há 20 anos na Copa do Mundo de 2002, conquistada em uma vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha, o que marcou a carreira de Luiz Felipe Scolari, o Felipão. De lá para cá, ele acumulou bons e péssimos resultados. Agora, aos 73 anos, busca reavivar sua carreira no Athletico Paranaense, duas décadas após o penta.

Milho parado
O que era para ser um dos maiores investimentos do agronegócio no Mato Grosso do Sul virou caso de Justiça. O governo do estado vai acionar a chinesa BBCA. A empresa recebeu incentivos fiscais em contrapartida à construção de um complexo industrial de processamento de milho em Maracaju, investimento orçado em R$ 1 bilhão. O projeto, contudo, virou fumaça: as obras estão praticamente paralisadas há seis anos.

Descontrolado
Nos últimos dias, jornais e emissora de rádio e televisão exibiram áudios de Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa, mostrando como o executivo constrangia seus subordinados, com xingamentos e uso recorrente de palavrões. E se cometia assédio sexual com funcionária, avançava em assédio moral contra os homens, chegando a ameaçar todos de demissão caso não fosse obedecido. Por outro lado, Guimarães contava lembranças da família, do pai contaminado com o vírus da Aids – e chorava em público.

Simbólica
A nomeação de Daniella Marques, “braço direito de Paulo Guedes”, indicada pelo próprio ministro da Economia, era uma medida simbólica exatamente por ser mulher, em meio às denúncias de assédio das funcionárias da Caixa. Guedes, por sinal, vivia incomodado por Guimarães, malgrado tenha sido ele que o levou para trabalhar no ministério, em sua equipe, porque Guimarães vivia dizendo ser o mais cotado para substitui-lo num novo governo Bolsonaro. Além disso, ele vivia sonhando em ser escolhido para vice da chapa do presidente à reeleição – e jamais foi sequer cogitado.

Auto nomeação
Ainda Pedro Guimarães, agora desempregado: desde que assumiu a presidência da Caixa, ele próprio se nomeava e participava de 18 conselhos (agora nova regra permite apenas dois colegiados) alcançando a cifra de R$ 130 mil mensais.

Um por dia
Dados da Controladoria Geral da União mostram que as denúncias de assédio sexual em órgãos do governo federal dispararam nos últimos três anos, passando de 155 em 2019 para 251 em 2021. Nos seis primeiros meses de 2022, já foram outros 214 casos, ou seja, em média um por dia.

Nada de novidade
A quarta desistência do apresentador José Luiz Datena de disputar um cargo público não chegou a ser novidade para ninguém. Mesmo políticos de diversos partidos que vinham conversando com ele (Datena estava no bloco de Tarcísio de Freitas na corrida ao Senado por São Paulo) sempre estavam com um pé atrás, imaginando quando Datena cairia fora. Nas últimas três eleições, o comunicador retirou seu nome do jogo para as disputas a senador, prefeito e vice-prefeito.

Ninguém larga
Uma figura do primeiro time do PSD, partido que vinha negociando com diversos candidatos ao governo de São Paulo (chegou-se afirmar que Gilberto Kassab, ex-ministro e ex-prefeito da cidade iria ser o suplente de Datena) chegou à mais evidente conclusão: “Ninguém larga um salário de R$ 600 mil para ocupar uma cadeira no Senado”.

Questão de sorriso
O fundo norte-americano Catterton planeja aumentar sua participação na Odonto Company, rede de clínicas odontológicas de perfil popular. O aporte chega em boa hora para financiar a expansão da empresa. A meta é saltar de 1,2 mil para 1,6 mil clínicas.

Olho no futuro
Lula e Carlos Lupi, presidente do PDT, têm conversado com frequência. Os bate-papos já estão no capítulo dos cargos no futuro governo, se o petista vencer. Ciro Gomes, candidato do PDT ao Planalto, fatalmente não estará no segundo turno.

Reserva
Se mantivesse sua candidatura ao Senado, José Luiz Datena estaria eleito. Ocupava o primeiro posto em todas as pesquisas com grande distância dos demais. Até Sérgio Moro, se estivesse na mesma disputa em São Paulo, conseguiria apenas um segundo lugar. Agora, subindo nas pesquisas (13% nas últimas pesquisas) Tarcísio de Freitas pode chamar Paulo Skaf (os dois são do Republicanos) para sair para o Senado no espaço deixado por Datena.

Ainda a mídia
Cada vez que é perguntado sobre a chamada “regulamentação da mídia”, o ex-presidente Lula dá uma versão. Agora, garante que atingirá apenas rádio, televisão e internet e “quem vai regular o funcionamento desses veículos de comunicação será a sociedade brasileira”. E emenda: “Jornal  e revista são problemas do dono: faça o que quiser, escreva o que quiser. Mas, sobre a mídia, que é uma concessão do Estado, vamos colocar a sociedade para discutir”.

Na Antártica
O projeto de construção de novo Navio de Apoio Antártico da Marinha do Brasil tem tudo para avançar alguns nós. Há tratativas para que o BNDES financie fabricantes de peças e equipamentos da indústria naval. A cargo da Empresa Gerencial de Projetos Navais, o projeto da montagem da embarcação está orçado em quase R$ 700 milhões.

Sem reeleição
Candidato a um terceiro mandato, o ex-presidente Lula está garantindo que, caso eleito, seu plano não será a reeleição em 2026. “O que quero com Geraldo Alckmin é recuperar o país, deixar preparado, gerar emprego, combater a fome, para recuperar a nação”. O petista ainda acrescenta que “depois,  gente mais nova disputa a eleição”.

Temporário
Paulo Guedes, que tanto tem reclamado de assessores, quer levar Eduardo Zimmer Sampaio de volta para o governo. Sampaio presidiu a Casa da Moeda nos dois primeiros anos do mandato de Jair Bolsonaro. Deixou o cargo após frustradas tentativas de privatização da empresa. Está no governo mineiro, mais precisamente na Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais).

Para comparar
Em 2020, o Brasil tinha uma população de 19,1 milhões de pessoas passando fome. Hoje, esse número é de 33,1 milhões de brasileiros. Detalhe: as organizações sociais e outros blocos não dão conta para alimentar todos os dias esse colossal contingente de famintos.

Em campo
O Athletico-PR conversa com dois fundos internacionais interessados na compra do futebol do clube. O problema é sempre o mercurial presidente do clube paranaense, o empresário Mario Celso Petraglia que por muitos anos era um dos homens fortes da Inepar.

Ele, não
O novo ministro da Educação, Victor Godoy, prepara uma dança das cadeiras no ministério. O primeiro a perder o cargo deverá ser o presidente do Inep, Danilo Dupas. Godoy quer tirar os nomes que remetem à criminalizada gestão de seu antecessor, Milton Ribeiro. A exceção, claro, dele próprio: o atual ministro foi secretário-executivo de Ribeiro.

Latinhas próprias
Quando foi secretário de Educação do governo Geraldo Alckmin, Gabriel Chalita (ele voltou a circular com o ex-governador paulista e vice de Lula), para dar uma mão ao ministro Paulo Renato (Educação) que bateu boca com a então prefeita Marta Suplicy, a atacou dizendo que ela mantinha cinquenta “escolas de latinha”, em calorentas instalações de metal. Um assessor resolveu cutucá-lo na frente de todos: “O governo do Estado tem 200 escolas como essa, secretário”.

Dinheirama
O PT pretendia gastar até R$ 200 milhões com a candidatura de Lula. A decisão do TSE, contudo, foi de corrigir o teto de gastos com base no IPCA, que mede a taxa da inflação, calculada em 26% dos últimos quatro anos. Agora, o partido resolveu que vai investir R$ 132 milhões, permitidos, bem acima dos R$ 39 milhões usados por Fernando Haddad em 2018. Pela aliança total, Lula contará com R$ 1,2 bilhão

Mágoa
O apoio ainda não declarado do PSD ao candidato do Republicanos, Tarcísio de Freitas, ao governo de São Paulo não quer dizer que ele apoiará à reeleição de Jair Bolsonaro. Mas por trás desse apoio, também existe muitos outros fatores. O primeiro é que Gilberto Kassab, presidente da sigla, é desafeto de Rodrigo Garcia e quer derrotar o PSDB e ainda turbinar a bancada dos deputados, para competir com as mesmas chances com os tucanos em 2024, nas disputas municipais. E outro motivo é que ele teria ficado magoado com o ex-presidente Lula, porque tinha a esperança de ser o escolhido para ocupar a vaga de vice em sua chapa.

Mais um
O ator, dublador, diretor e produtor Selton Mello foi convidado pela Academia do Oscar para votar na premiação do ano que vem. A banca de julgamento dos filmes será composta por 397 profissionais do audiovisual de 54 países. Metade do júri é composto por profissionais internacionais e outra  metade por norte-americanos. Além do ator Selton, também foram convidados outros brasileiros: Bruno Barreto (diretor), Jeferson De (diretor), Emilio Domingos (documentarista), Sara Silveira (produtora), Ilda Santiago (executiva) e Waldir Xavier (engenheiro de som).

Um retorno diferente
A ex-BBB e vice-campeã da edição 20, Rafa Kalimann fez a temperatura subir estes dias em suas redes sociais ao postar fotos cobertas apenas com um lençol. E claro, choveu elogios de sobra por causa de suas curvas, o que a deixou muito feliz, após ser duramente criticada por ter emagrecido. A influenciadora digital embarcou para Moçambique, e deve permanecer por lá até o final do ano. Antes de entrar na casa mais vigiada do Brasil, Rafa já havia atuado como missionária junto à ONG Missão África no mesmo país. “Estou muito feliz por isso, vocês não sabem como. Tem muitas pessoas que acompanham isso faz tempo e esse momento chegou, da volta. Tenho refletido muito em como vai ser essa volta depois da minha vida ser tão diferente, tão mudada como a minha mudou”.

OLHO MÁGICO
Fotos: Théo de Gueltzl // Rafael Pavarotti // Reprodução

Artista plástica

Ainda considerada a modelo número 1 do mundo no ranking internacional das top models pelo terceiro ano consecutivo, apesar de não ser a mais bem paga, Raquel Zimmermann, 39 anos, está na capa de duas revistas internacionais a Vogue França e a W Magazine. Raquel é conhecida no universo fashion pela sua imensa versatilidade. Sua metamorfose é um de seus principais diferenciais, que fizeram da modelo a queridinha dos principais fotógrafos e estilistas. Na edição de Vogue ela aparece transformada em Vênus em um vestido da última coleção do estilista francês Simon Porte Jacquemus, revelado na capa. Mais: pela primeira vez edições francesa, italiana e espanhola de Vogue uniram forças para celebrar feriados e a ociosidade dedicadas ao Mediterrâneo. Já em W Magazine ela posa com vestidos estilizado pela estilista e  jornalista de moda Katie Grand inspirado no estilista tunisino Azzedine Alaïa (falecido em 2017). Mais: Raquel também vem demonstrando outros talentos, além de arrasar no surfe, no skate e na guitarra, agora mostra seus dotes de artista plástica. Bem discreta ainda nessa função vem atraindo os olhares mais treinados com, suas criações em cerâmica. Com um estilo bem autoral, em esculturas que são  produzidas em seu apartamento em Nova York, se destacam por apresentar formas orgânicas, com um quê de surrealismo. Suas peças têm feito sucesso que ela começa cogitar  a vender as criações.

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 ;-) Férias: montagem de quebra-cabeça

:-( Férias: fabricação de slime

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