“Quem está no ringue lutando boxe tem que bater. Se ficar parado, só apanha e é derrubado por aquele golpe inesperado”,

Roberto Jefferson dando sua opinião sobre a posição adotada por Temer contra Janot.

Ano XV - 29 de junho de 2017

 

 

Animados
A cúpula do PT e a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficaram todos animados com a absolvição de João Vacarri Neto, em um dos processos pelo TRF-4. A decisão de anular a condenação de 15 anos e 4 meses dada pelo juiz Sérgio Moro foi decidida pelos desembargadores Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus. O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no TRF-4, defendeu sem sucesso a conservação da sentença contra o ex-tesoureiro do PT. Com esta noticia a defesa do ex-presidente tem certeza de que ele será absolvido, no processo do tríplex do Guarujá. Se isso não acontecer apostam agora na absolvição na revisão da sentença.

Atacando
Na última terça-feira, dia 27, em fala para se defender das denúncias do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atacou-o com acusações de que o procurador teria recebido dinheiro do ex-procurador Marcelo Miller, que deixou o Ministério Público Federal e foi trabalhar no escritório de advocacia que teria negociado o acordo de leniência da JBS. Para reforçar esta acusação os advogados do presidente Michel Temer estão pedindo os registros de entrada de Miller na PGR – Procuradoria-Geral da República – depois que ele deixou o cargo. O principal objetivo da defesa do presidente é que ele consiga chegar até setembro, quando Rodrigo Janot deixará o cargo e assim as denúncias poderão ser amenizadas e na melhor das hipóteses será dissipada.

Mal acompanhado
Não levando em conta o discurso que o presidente Michel Temer fez ao se defender da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no qual acusou de ter recebido dinheiro, alguns políticos que estavam do lado do presidente, em vez de ajudar na imagem do presidente, a fizeram ficar ainda pior. Foi o caso da deputada Raquel Muniz, que na abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff discursou em pró da ética, e usou seu marido, Ruy Muniz como exemplo e no dia seguinte ele foi preso pela Polícia Federal. Especialistas acreditam que os aliados e assessoria do presidente devam se atentar a isso.

Não gostou
O presidente Michel Temer, não gostou nem um pouco do artigo publicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, onde ele pede para que ele tenha “grandeza”, ou seja, que ele deixe o cargo. Posteriormente a fala foi apoiada também pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Temer afirma com todas as letras que não há nada que o desabone e por isso não tem motivos nenhum para renunciar.

Sozinho
Na semana passada depois reprovação reforma Trabalhista no CAS – Comissão de Assuntos Sociais – o presidente Michel Temer exonerou três apadrinhados do senador Hélio José (PMDB-DF) numa espécie de alerta para futuros traidores. Hélio ficou bem irritado e xingou o presidente de corrupto. Mas tentando voltar às boas com o presidente teve uma reunião na segunda-feira, dia 26. Junto com Hélio José um dos seus pupilos demitidos. Temer recebeu o senador, mas o seu acompanhante teve que espera-lo do lado de fora.

Outra gravação
Aliados do Planalto estranharam a atitude do senador Hélio José (PMDB-DF), porque o seu histórico não condiz com a maneira que se portou, ele não é da onda morde e assopra. No passado ele espalhou para os quatro cantos que conseguiria nomear até uma melancia para qualquer cargo do governo. Com os dois pés atrás, os aliados acreditam que o senador pode ter levado um gravador para a reunião.

Em negociação
Tentando de todas as maneiras aprovar a reforma Trabalhista nas próximas votações, o presidente Michel Temer chamou o deputado Paulinho da Força para negociar a manutenção do imposto sindical, ou a exclusão dele gradativamente. Temer acredita que a conservação do imposto é uma das únicas chances da reforma trabalhista ser aprovada.

Um alerta
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) voltou atacar severamente o presidente Michel Temer, depois da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. E com isso um dos aliados do presidente, Romero Jucá (PMDB-RR), voltou a colher assinatura para tira-lo do cargo de líder do partido no Senado. É uma espécie de alerta, para que as críticas cessem. As más línguas dizem que já existe até um movimento para expulsar Renan do partido.

Substituto
A posição tomada pelo senador Renan Calheiros, deixou mesmo alguns membros do PMDB irritados. Segundo fontes, Romero Jucá já tem até o nome substituto de Renan na liderança do partido no Senado. Trata-se de Garibaldi Alves. Jucá justificou: “Renan irritou o governo ao ameaçar fazer trocas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que votará nesta quarta a reforma trabalhista”.

Saiu
O senador Renan Calheiros mandou um recado ao partido, de que não irá arrendar um pé sobre as constantes críticas, cada vez mais duras, contra o presidente Temer. E por livre espontânea vontade entregou o cargo de líder do PMDB no Senado. Alguns peemedebistas respiram aliviados, outros receberam a notícia com certa desconfiança.

Redistribuição
A presidente do STF – Supremo Tribunal Federal – Cármen Lúcia resolveu redistribuir 5 inquéritos relacionados as delações dos ex-executivos da Odebrecht que estava nas mãos de Edson Fachin. A redistribuição foi feita por sorteio eletrônico. O ministro Gilmar Mendes ficará com a relatoria do processo aberto contra o senador José Serra (PSDB-SP), no qual foi acusado de irregularidades no processo licitatório da construção do Rodoanel Sul. Luís Roberto Barroso ficou com o inquérito que investiga o deputado Paulinho da Força (SD-SP) que é acusado de repasse indevido em sua campanha eleitoral de cerca de R$ 1 milhão. Barroso também ficou responsável pela relatoria do processo contra o deputado Vicente Cândido (PT-SP), que acusado também de repasse indevido, mas com a finalidade de facilitar a obtenção de financiamento da empreiteira na construção do estádio do Corinthians.

Imparcialidade
Ainda sobre a redistribuição dos inquéritos envolvendo as delações de ex-executivos da Odebrechet o novo ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para cuidar do processo que envolve o senador Aécio Neves (PSDB-MG) que é acusado de fraudar processos licitatórios na construção do Centro Administrativo de Minas. Moraes também ficou responsável pelo inquérito contra os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM) que são acusados de favorecer a Camargo Correa e a Construbase em projeto de construção da Ponte do Rio Negro. No caso do Aécio, especialistas esperam que o ministro aja com imparcialidade, já que recentemente era filiado ao partido, mesmo pertencendo ao grupo “rival” de Aécio.

Vai manter
O Solidariedade substituiu um membro na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça da Câmara – que vai analisar a denúncia contra o presidente Temer. Alguns partidos e principalmente o PSDB acreditam que a substituição foi espécie de uma moeda de troca entre o planalto e o partido para a aprovação da reforma trabalhista. Planalto e o presidente do partido vêm conversando sobre a manutenção do imposto sindical.

A escolha
Ainda não é oficial, mas o presidente Michel Temer já tem um nome escolhido para substituir o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deixará o cargo em setembro. A lista tríplice entregue para o presidente era composta pelos nomes de Mário Bonsaglia, Nicolao Dino e Raquel Dodge. A suposta escolha de Temer teria o aval de Gilmar Mendes, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Jader Barbalho e José Sarney. O nome escolhido seria de Raquel Dodge. E claro que uma informação que circulou estes dias ajudou na escolha.

Internado
O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto (PMDB-MA), que arquivou o pedido de cassação do senador afastado Aécio Neves, está internado. Segundo Eunício Oliveira, presidente da Casa, ele passou mal assim que soube que cinco senadores titulares do Conselho (Lasier Martins (PSD-RS), José Pimentel (PT-CE), João Capiberibe (PSB-AP), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Pedro Chaves (PSC-MS)) havia entrado com recurso para desarquivar o pedido. João assim que voltou do almoço queixou-se de tontura e desaceleração cardíaca e foi levado as pressas Hospital das Forças Armadas de Brasília. Segundo a sua assessoria ele terá que se submeter a uma cirurgia de colocação de um marca-passo. Não é a primeira vez que ele passa mal, duas semanas ele adiou a aceitabilidade do processo por estar em licença médica.

A favor
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB) adotou um discurso, mesmo discreto, a favor do presidente Michel Temer. “Parte do Congresso considera que a denúncia traz uma crise para o presidente, mas que seria melhor ele resolvê-la após cumprir o mandato”.

Sem evidências
O prefeito de São Paulo, se evidenciar muito, também acredita que o melhor caminho para a situação econômica do Brasil é o presidente Michel Temer continuar na presidência. “Qualquer situação de instabilidade do país vai prejudicar ainda mais esse volume de 14 milhões de desempregados. A turbulência gerada por uma decisão precipitada pode paralisar a economia. A economia não vai mal. Mesmo com essa turbulência, mantém um caminho. O ministro Henrique Meirelles está fazendo a lição de casa. Os resultados, ainda que tênues, são positivos. Quem garante que o Meirelles vai ficar? Que o Ilan vai ficar no Banco Central? Quem garante que a secretária do Tesouro vai continuar? Isso vai gerar uma turbulência enorme e reverte o processo de recuperação econômica”.

No Brasil
O ex-presidente da CBF – Confederação Brasileira de Futebol – Ricardo Teixeira foi citado num relatório de acusações da Fifa e será investigado. Uma das denúncias é que ele teria sido beneficiado por algumas regalias após ajudar na escolha do Qatar como sede da Copa do Mundo de 2022. Ricardo se defendeu dizendo que a escolha do país para sede já havia sido acordada pelos países sul-americanos. Ele disse que não pensa mais em futebol e que está preocupado com a sua saúde, aos 70 anos, e confessou que só tem um rim que foi doado pelo irmão. Questionado sobre a sua permanência no Brasil, foi direto: “Tem lugar mais seguro que o Brasil? Qual é o lugar? Vou fugir de quê, se aqui não sou acusado de nada? Você sabe que tudo que me acusam no exterior não é crime no Brasil. Não estou dizendo se fiz ou não”.

Prisão mantida
A defesa de Rodrigo Rocha Loures entrou com um recurso pedindo a liberdade dele. Só que o ministro Ricardo Lewandowski não aceitou.

Opiniões divididas
O presidente Michel Temer terá que tomar uma decisão muito importante nos próximos dias, e sem consultar seus aliados. Explica-se: parte dos que apoiam o presidente quer que ele cancele todas suas viagens internacionais, incluindo a participação no G-20, em Berlim e seu almoço com a chanceler alemã Angela Merkel, focando em sua permanência na presidência. Outra parte composta principalmente pela parte econômica quer que ele vá a reunião, onde a presença de grandes líderes como Donald Trump já é certa, acreditam que a sua ausência poderia ser interpretado como uma grande crise e que o país estaria fora do controle.




Como nunca visto
A cantora Paula Fernandes e o maquiador Ale de Souza agitaram a manhã de ontem, com uma foto em seus instagrans, que mostra a mineira, nascida na cidade de sete lagoas, como nunca vista antes. Na foto Paula aparece de topless cobrindo os seis com os braços. Na legenda “Vem aí uma nova Paula Fernandes”. Sem maiores detalhes a foto recebeu uma chuva de elogios. Não é a primeira vez que Paula recebe galanteios, outro dia todos admiram sua forma após publicação com biquíni. A quem aposte que a foto possa ser a capa de um novo CD.

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