“A Janja está na Suíça com Lula mais uma vez de mala sem alça às custas do dinheiro público. Ela tem mostrado uma grande de uma fraude, uma vergonha para as mulheres brasileiras”,

da ex-deputada Joice Hasselmann (Podemos-SP), nas redes sociais.

Ano XX - 15 a 17 de junho de 2024

 

Estelionato fiscal era a única saída
Cientólogos unicampistas próximos do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enxergam uma semelhança entre o arranjo fiscal feito com combinação dos gastos com a pandemia e atraso dos precatórios de autoria de Paulo Guedes, e a atual conjuntura, na qual a tragédia do Rio Grande do Sul pode impactar as contas públicas e o arcabouço fiscal. Segundo esses mesmos economistas, haveria margem para uma manobra fiscal heterodoxa. Alguma geringonça como um waiver de qualquer acréscimo ao resultado primário que alterasse a meta de 0%. Guedes usou o argumento dos gastos com a pandemia para criar a “moratória dos precatórios”. Dizia proteger “as camadas mais vulneráveis”, uma meia verdade. A outra metade foi o jogo rouba montinho na contabilidade das despesas públicas, um “estelionato fiscal”, por assim dizer.

“Precatórios das emendas”
O governo Lula 3 já iniciou trilhando o calvário fiscal deixado com atraso dos precatórios. Em cima de uma meta do primeiro ano apertada veio ainda a tragédia do Rio Grande do Sul, com um custo que deverá se estender por todo o atual governo. O Congresso já concordou em retirar esses gastos do resultado primário deste ano. Os cientólogos mais exaltados querem que o governo faça um pacto com a Câmara e Senado de forma a parcelar o valor das emendas parlamentares. Seria o “precatório das emendas”.

Imobiliária Oi
A Oi, hoje em dia, parece mais um híbrido da empresa de telefonia e imobiliária. Os executivos da operadora estão debruçados sobre imensa lista de imóveis de propriedade da companhia, com a missão de elencar “os mais vendáveis”. Ao todo, são quase sete mil prédios, terrenos e instalações variadas espalhadas pelo país. A ordem da Oi é colocar o maior número possível de propriedades no balcão na tentativa de fazer caixa e pagar os credores – a companhia está em sua segunda recuperação judicial. As empresas de telecomunicação não podem se desfazer dos chamados bens reversíveis e esses ativos sequer são contabilizados como patrimônio das companhias. No ano passado, a Oi precisou de sinal verde para vender sua sede no Leblon para a Hemisférios Sul Investimentos (R$ 205 milhões).

Fora da festa
A Globo está passando um aperto e tanto para tirar do papel as celebrações de 60 anos da emissora porque diversos artistas, apresentadores e autores de novelas, não querem voltar. Entre tantos demitidos que não querem participar dos festejos estão Silvio de Abreu, Aguinaldo Silva, Fernanda Montenegro e Paolla Oliveira e Fausto Silva, que demonstraram interesse em reaparecer lá. Um diretor disse que não sabia que os demitidos “estavam tão magoados” com a emissora e da maneira do qual foram sidos demitidos. Agora, a direção já cogita em oferecer um cachê para que os artistas famosos aceitem gravar o especial.

Cota maior
Agenda complexa está nas mesas do chanceler Mauro Silva e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. O governo trabalha com uma proposta as ser levada ao governo dos Estados Unidos para uma mudança nas cotas para importação de carne bovina brasileira. Hoje, o país tem direito a um limite de 65 mil toneladas por ano com isenção de tarifa. A intenção é pedir mais 130 mil toneladas para levar 100 mil/ ano. Um dos segmentos é que outros países dispõe de um sarrafo alfandegário maior raramente atingem o limite. É o caso da Austrália e Nova Zelândia que usufruem de cotas de 300 mil toneladas/ano. Se Donald Trump voltar, será impossível aumentar a cota brasileira.

Cheiro de dinheiro
O mercado financeiro, segundo muitos analistas, sente cheiro de longe. A ação que o escritório de advocacia britânico Pogust Goodhead move contra a Vale na Justiça de Londres – no valor de R$ 230 bilhões – em favor das vítimas de Brumadinho não conta apenas com o fundo Gramercy como financiador. Três fundos brasileiros também apostam na derrota da mineradora nos tribunais: Prisma Capital, Vinci Partners e Jove Investments.

De volta à vitrine
No setor sucroalcooleiro informa-se que a BP Bunge retomou o processo de venda de seus ativos em açúcar e álcool, um negócio estimado em quase R$ 10 milhões. A Raizen já mostrou interesse e a francesa Tereos também. O pacote engloba 11 usinas, com capacidade de esmagamentos de 32 milhões de toneladas de cana e produção de 1,5 bilhão de litros de biocombustível por ano. No ano passado, a empresa foi colocada à venda, mas as negociações não avançaram.

Olho na educação
O mercado da educação está de prontidão diante de informações sobre a Inspirali, braço de cursos de medicina da Âmim. A DNA Capital, da família Bueno, tem interesse em vender uma parcela ou mesmo integralmente sua participação de 25,9% da companhia. A Inspirali é avaliada no mercado entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões o que, no melhor cenário, permitiria a DNA obter até R$ 1,75 bilhão no caso de uma saída definitiva. Difícil dissociar a atual situação da Dasa, o principal negócio dos herdeiros de Edson Godoy Bueno. Há dias, o clã anunciou que faria o segundo aporte na rede de medicina diagnostica em pouco mais de um ano – desta vez, R$ 1,5 bilhão – para atenuar o alto endividamento da empresa.

Velho hábito
A Polícia Federal indiciou o ministro Juscelino Filho, das Comunicações, pela suposta prática de seis crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica, violação de sigilo e fraude em licitação. O presidente Lula não quer demiti-lo: quer que ele permaneça no cargo (são muitas denúncias contra Juscelino) e se defenda. Na prática, Lula tem medo de contrariar o União Brasil e desagradar o senador Davi Alcolumbre, que patrocinou a nomeação do indiciado – e poderá voltar ao comando do Congresso. Hoje, Lula e Juscelino se encontram no Planalto.

Hidrogênio verde
O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) já foi informado de que a Casa dos Ventos estaria mantendo conversações com potenciais parceiros para investimentos em hidrogênio verde no Sudeste. Um dos projetos em voga seria a instalação de uma usina no Complexo de Açu, da Prumo Logística, no litoral do Rio de Janeiro. Seria mais um passo no processo de diversificação da sua carreira de investimentos em transição energética. Além de geração eólica, a Casa dos Ventos vai investir US$ 900 milhões em uma planta de hidrogênio verde em Pecém, no Ceará, em associação com a francesa TotalEnegies e o empresário Mario Araripe, dono de um patrimônio de mais de R$ 10 bilhões.

Na Argentina
A Marfrig quer investir até US$ 30 milhões para ampliar sua operação na Argentina, mais precisamente na unidade de abate de San Jorge, na província de Santa Fé. O objetivo seria duplicar a capacidade para 1,4 mil cabeças por dia. Por mais inusitado que possa parecer, apesar da crise econômica e da cabeça de Javier Milei, a Argentina oferece uma boa dose de previsibilidade para Marfrig. Ao contrário do Uruguai: autoridades locais venderam redes frigoríficos da empresa de Marcos Molina para a Minerva Foods e o caso está meio emperrado.

Guerra interna
Durante muito tempo, em São Paulo, na conhecida Avenida Nove de Julho, num prédio que teria tido no passado ligações com Jorge Paulo Lemann, o jornal Valor Econômico e a emissora de rádio CBN conviveram produzindo jornalismo de qualidade. Só que o prédio será derrubado (vai virar outro maior e com outro conceito) e os dois veículos, com suas redações e administração foram para outro prédio, atrás da Tok&Stok, sem restaurantes por perto, nem condução próxima, enfim, um tormento para os funcionários. E a guerra interna está armada.

“Surfar na onda”
Daniela Beyruti fez uma declaração polêmica sobre as homenagens aos artistas do SBT que vem sendo feitas pelo programa de Luciano Huck. A filha do Silvio Santos, que é uma espécie de CEO da emissora, com ação também na área artística, alfinetou a TV Globo alegando que a emissora precisa parar de “surfar na onda” da concorrência. Huck chama artistas conhecidos – e demitidos – porque o SBT tem poucos figurões. Alguns vão, outros não querem ficar sem contrato por trabalho e terceiros não acrescentam nada. Huck faz tudo isso de caso pensado.

Saúde na mira
A norte-americana QED Investors está garimpando startups da área da saúde no Brasil. A informação é que a venture capital já teria, inclusive, dois aportes engatilhados. Os cheques seriam da ordem de US$ 10 milhões. A QED tem quase US$ 4 bilhões em ativos sob sua gestão e soma importantes investimentos no Brasil, entre eles, Nubank, Quinto Andar e Loft.

Dose dupla
O mercado alimenta especulações de que a Cosan prepara uma emissão de títulos atrelados a metas de sustentabilidade. Em fevereiro, a Raizen, joint venture entre as empresas de Rubens Ometto e a Shell, captou US$ 1 bilhão em green bonds. E houve demanda para muito mais. A Cosan entende que pode se aproveitar do apetite dos investidores.

Despejo
A informação corre no mercado de shoppings centers: Allos e Iguatemi não parecem dispostos a recuar um milímetro na ofensiva contra a Polishop. Ambas já teriam recusado tentativas feitas pela rede varejista para repactuar dívidas acumuladas referentes à locação das lojas. Tanto Allos quanto Iguatemi já entraram com ações de execução de títulos judiciais, o que na prática significa uma ordem de despejo contra a Polishop.

De volta
A princesa Kate Middleton, que está em tratamento contra um câncer, irá voltar a fazer algumas aparições públicas que ela mesmo confirmou em suas redes sociais “Estou ansiosa para participar do desfile de aniversário do rei neste fim de semana com minha família e espero me juntar a alguns compromissos públicos durante o verão, mas igualmente sabendo que ainda não estou fora de perigo”. Ela ainda agradeceu o carinho de milhares de pessoas: “Fiquei impressionada com todas as amáveis ​​​​mensagens de apoio e incentivo ao longo dos últimos meses. Realmente fez o mundo diferente para William e para mim e ajudou a nós dois através de alguns dos momentos mais difíceis. Estou fazendo bons progressos, mas como qualquer pessoa que esteja passando a quimioterapia saberá, há dias bons e ruins”. FOTO

OLHO MÁGICO
Fotos: Reprodução

O último voo

A eterna rainha dos baixinhos, Xuxa Meneghel em entrevista à revista Mensch falou sobre trabalho, veganismo, rivalidade e futuro. A apresentadora confessou que apesar de estar em plena forma aos 61 anos recebe muitas críticas sobre sua aparência. “Envelhecer, principalmente, para uma pessoa que sempre trabalhou com a imagem, não é uma tarefa fácil de passar sem sentir o peso da idade. Talvez, para uma pessoa que não usasse tanto a imagem como eu uso, talvez, passasse com menos peso. As pessoas têm certas coisas que são difíceis de aceitar e uma delas é ver os ídolos envelhecerem”. Quando se perguntou que olhando sua a trajetória e até onde chegou se faria tudo de novo, de bate-pronto respondeu. “Não. Claro que não. Tiraria muitas pessoas de perto de mim, sanguessugas e que abusaram de mim afetivamente, psicologicamente, usando seus poderes e sua ruindade. Não faria isso novamente, não daria permissão para fazerem isso que fizeram comigo. Hoje, eu seria, talvez, menos machucada. É isso, acho que, acreditar nas pessoas erradas, é uma coisa que me machuca muito”. Sobre seus projetos, ainda para este ano está o “O Último Voo da Nave”, resolvendo explicar para não provocar confusão. “A nave precisa se aposentar, eu não. Mas, a nave, sim porque cada vez que eu trago a nave fisicamente para os lugares, as pessoas me imaginam saindo dessa nave – aquela pessoa de xuquinha, de botas com aquelas roupinhas – eu acho. Eu não quero aposentar minhas botas, não quero aposentar meu estilo de roupa, de vida, mas eu quero aposentar a nave. A nave sim, e vai ser o último voo dela fisicamente”.

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